sexta-feira, 2 de novembro de 2018

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Adivinha:

Já perdi de novo.

O tempo, o dia, mais um texto.

A vontade de escrever.

É uma sensação de tudo ao mesmo tempo que paralisa.
E no fundo não é nada.

Até parece intencional, a paralisia.
Saber lidar com maestria para desviar das agonias.

Elas vêm de todo lugar

Da mãe e do pai
Do corpo
Da cidade

O trabalho é seguir trabalhando

Bolsonaro é um personagem 

Eu queria que as tais duzentas palavras fossem todo o universo.
Viver e lidar com a vida e ter as tais duzentas palavras pra tudo
Uma caixa com duzentas palavras que você pode usar
E só 

Língua boa é aquela que fala pouco
Essa história de inventar palavras e criar novas realidades só confunde e gera desentendimento

A poesia não precisa de mais de duas
Justamente por que a poesia extrapola, esgota, subverte.
E para isso não existe limite

De me uma única palavra
É possível transforma-la em toda e qualquer coisa
Basta toca-la, troca-la, molda-la, enunciar e pronunciar com diferentes tons de ar.

Dá pra fazer muito com muito pouco
E as pessoas ainda acreditam que precisam cada vez mais de cada vez mais
Acumulo estúpido e vão 
Vão todos
assim

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